Bancos europeus podem investir no Bitcoin, admite presidente do BCE

O presidente do Banco Central Europeu (BCE) declarou publicamente que os bancos da Europa poderiam ocupar posições em relação as criptomoedas e investir em Bitcoin, principalmente após o lançamento de contratos de futuros pelas exchanges dos EUA.

Ao proferir a declaração de abertura e as observações finais de uma reunião do Parlamento Europeu nesta semana, Mario Draghi, presidente do Banco Central Europeu (BCE) analisou o tema das criptomoedas discutida por outros oradores durante o encontro.

O presidente do BCE revelou que o órgão não observou nenhuma tendência actual dos bancos europeus em se debruçar sobre as criptomoedas. Mais especificamente, as instituições financeiras da União Europeia “estão mostrando um apetite limitado por moedas digitais como o Bitcoin”, ele ponderou, acrescentando que este é o cenário actual, apesar do grande interesse do público.

Essa tendência poderia mudar com o advento das criptomoedas que permeiam as principais finanças, admitiu o banqueiro, ao declarar que:

“No entanto, os desdobramentos recentes, como o lançamento de contratos futuros de Bitcoin pelas casas de câmbio dos EUA, também podem levar os bancos europeus a investirem em Bitcoin e, portanto, certamente estaremos atentos a isto”.

Uma declaração notável, apesar de corroborar com as observações que consideram o “não regulamentado” Bitcoin e as criptomoedas como “activos muito arriscados”, no qual os bancos devem considerar os riscos de forma consciente e decidir se vale a pena incluir esse tipo de moeda em suas carteiras.

Supervisão dos riscos

Ao desprezo de muitos bancos de Wall Street – a mais expressiva Exchange de derivados do mundo – o CME group listou contratos de futuros de Bitcoin em meados de Dezembro passado, após o grupo CBOE liderar o caminhos com seu próprio lançamento alguns dias antes.

O presidente do banco central também sugeriu um “mecanismo de supervisão único” a fim de analisar os riscos dos activos para as instituições financeiras.

Draghi afirmou em outra ocasião que o BCE não tem autoridade para regular o Bitcoin, mas suas observações, nesta semana, sugerem uma abordagem mais supervisionada – não reguladora – do Bitcoin e das criptomoedas adoptadas ou permitidas entre os bancos da UE e, possivelmente, entre as nações. Um tanto contraditório, Draghi já havia sugerido – em Outubro de 2016 – que as criptomoedas não tinham maturidade suficiente para o BCE considerar uma regulamentação.

Em Novembro, Draghi acrescentou que o Bitcoin e o sector mais amplo de criptomoedas era “muito nichado” e não representavam riscos para os bancos centrais.

Fonte: CNN

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